Resenhas / 1 de fevereiro de 2016

Filmes de Janeiro

Esse ano resolvi voltar a ser organizada e anotar os filmes que eu assisto pra fazer posts mensais com resenhas curtinhas sobre cada um! Vocês parecem gostar das recomendações e eu adoro falar sobre filmes então acho que a ideia faz sentido, né? Mês que vem tem Oscar então separei os indicados a melhor filme pra um post especial, mas já vi alguns e tem muita coisa legal.

Os oito odiados (The Hateful Eight)

oito odiados

John Ruth (Kurt Russell) é um carrasco renomado que, durante uma nevasca, está transportando a famosa Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh) como prisioneira para trocá-la por dinheiro quando chegarem na cidade. No caminho, encontra o caçador de recompensas Marquis Warren (Samuel L. Jackson) e o xerife Chris Mannix (Walton Goggins), prestes a ser empossado em sua cidade. A nevasca piora e eles acabam encontrando abrigo no Armazém da Minnie, onde quatro outros desconhecidos estão hospedados. Conforme os personagens vão descobrindo mais um sobre o outro, a desconfiança toma conta da história.

O filme é dirigido pelo Tarantino e até então eu não fazia a ligação direta entre Tarantino e sangue (tenho preguiça da Uma Thurman e ainda não vi Bastardos Inglórios), mas depois de lembrar de Django Livre (que achei ótimo, recomendo super), acho que agora já aprendi a lição: filmes do Tarantino são banhados à sangue então esteja preparado. Os diálogos são incríveis e também parecem ser marca registrada do diretor. Conversei com outras pessoas que viram o filme e algumas acharam que é longo, meio monótono em algumas partes. Eu não senti isso porque fiquei muito interessada o tempo inteiro. Acho que vale a pena e está indicado ao Oscar três vezes, inclusive pela atuação de Jennifer Jason Leigh, que realmente é maravilhosa.

Pegando Fogo (Burnt)

pegando fogo

Eu estava curiosíssima pra ver esse filme porque adoro a temática comida, chefs, restaurantes etc. Adam Jones (Bradley Cooper) era um dos chefs mais respeitados de Paris quando mais jovem, mas cometeu uma série de erros por ser novo demais na sua época de sucesso e, depois de um tempo se castigando de um jeito bem peculiar, retoma a carreira em Londres com ajuda de alguns colegas de trabalho dos velhos tempos.

Pegando Fogo explica umas coisas bem legais sobre a indústria (finalmente entendi o que significam as tais Michelin stars do Gordon Ramsay, que inclusive é produtor executivo do filme) e mostra a realidade da cozinha de um restaurante chique de verdade. Gostei muito dos momentos-chave da história (fiquei muito surpresa naquela parte) mas apesar de Bradley Cooper brilhar nos momentos mais tensos, não me convenceu muito na mudança de atitude mais pro final do filme. Talvez nem tenha sido culpa dele uma vez que é bem provável eu esteja apenas ficando velha demais pra acreditar que as pessoas mudam (risos, né Sassis). Mas recomendo o filme, é interessante ver como o perfeccionismo pode influenciar uma pessoa e seus relacionamentos. Só não vá com fome porque as imagens dos pratos são de fazer roncar a barriga.

Loucamente Apaixonados (Like Crazy)

loucamente apaixonados

Fazia muuuito tempo que eu não assistia nada nem remotamente ligado à romance (tenho um namorado que finge não gostar desse tipo de filme mas que assiste até Mean Girls quando eu não estou por perto) então foi muito sofrido entrar em contato com uns feels que há tempos eu ignorava.

A história em si é sobre dois jovens que se apaixonam na faculdade mas acabam separados depois que se formam. Anna (Felicity Jones) é inglesa e Jacob (Anton Yelchin) é americano. Ela fica nos Estados Unidos mais tempo do que poderia e essa decisão acaba afetando toda a história deles daquele ponto em diante.

Gostei muito da maneira como o filme mostra a relação entre decisão e consequência, e também a realidade de um relacionamento à distância. Me identifiquei com várias situações da história e fiquei muito satisfeita com o final porque entendi exatamente o motivo do filme ter acabado como acabou. Mas que fiquei com um buraco no coração, fiquei. Palmas especiais pra atuação da Felicity Jones (que também amei no A Teoria de Tudo) e pra Jennifer Lawrence que mesmo sendo uma personagem super secundária conseguiu me fazer sentir por ela.

Joy: O Nome do Sucesso (Joy)

joy1

A história é sobre Joy Mangano, uma mulher criativa que acaba colocando seus sonhos na gaveta para cuidar dos dois filhos e de sua mãe. Ela vive também com o ex-marido e visitas ocasionais do pai que sempre acaba causando. Em meio aos problemas financeiros e uma necessidade desesperada de fazer algo a mais com a vida, Joy inventa um esfregão mais prático do que os que existiam no mercado e começa a ir atrás de fazer a ideia ir pra frente.

Apesar da história ser interessante e inspiradora, o filme propriamente dito não se desenvolve muito bem. A relação entre os personagens não é natural e demora pra você sentir alguma coisa sobre o que está assistindo, sabe? O roteiro é um pouco confuso e achei que muitas partes do filme ficam sem sentido. Fiquei decepcionada e não acho que a perfomance da linda e carismática Jennifer Lawrence merece o Oscar dessa vez, apesar de já ter faturado um Golden Globe. Me conta nos comentários depois se você assistiu Joy e gostou! Quero saber!

A Garota Dinamarquesa (The Danish Girl)

a garota dinamarquesa

O filme conta a história de Lili Elbe (Eddie Redmayne) que, há quase cem anos, foi a primeira pessoa a se submeter a uma cirurgia de mudança de gênero no mundo. Einar é um pintor bem sucedido e casado com a também pintora Gerda, lindamente interpretada por Alicia Vikander.

A história é sensível e gira em torno do relacionamento dos dois. Um dia, preocupada com o prazo de entrega de uma determinada obra, Gerda pede que o marido pose para ela usando um vestido. É aí que Lili começa a aparecer. O amor retratado no filme é muito diferente e único porque apesar de Gerda ajudar Lili com sua transformação numa demonstração incrível de amor e cumplicidade, precisa lidar com a perda do marido e a solidão que isso gera na sua vida. A performance de Alicia Vinkander é fluída e natural, rouba a cena completamente. Estou torcendo pra ela ganhar o Oscar de melhor atriz coadjuvante.

Quanto à Eddie Redmayne, entendo que é mais um personagem difícil, mas na minha opinião ele foi melhor em A Teoria de Tudo. Eddie não me parece um homem feminino então, apesar de toda a delicadeza de sua atuação, foi difícil vê-lo como Lili em algumas partes. Um detalhe que eu achei maravilhoso foi ele não ter mudado a voz em momento algum. Não sei se aconteceu assim na história real, mas achei isso muito legal e verdadeiro, sabe? Assistam!

Marcados pela Guerra (Camp X-Ray)

marcados pela guerra

Amy Cole (Kirsten Stewart) se alista para o exército na esperança de ser mandada para o Iraque mas acaba em Guantánamo, trabalhando numa prisão onde a rotina é horrível. Cole se torna amiga de um dos prisioneiros e é sobre essa amizade que aprendemos ao longo do filme.

A atuação da Kirsten Stewart é aquela que já conhecemos mas Peyman Moaadi, ator que interpreta Ali Amir, é muito bom. Quando ele começa a falar de Harry Potter você sabe que vai gostar dele pra sempre, risos. O filme em si é ok, tem falas interessantes e uns momentos inesperados de desconstrução de preconceitos. Achei bom mas não vai ser daqueles que revoluciona a sua vida.


Esses foram todos os filmes que eu vi em janeiro (tirando alguns dos indicados ao Oscar de melhor filme que vão aparecer num post especial), você viu algum desses? Se sim, me conta suas opiniões nos comentários! Se não, ficou com vontade de ver algum?


Tags:  Filmes



Cintia Freitas
Sou formada em Tradução e em Marketing, gosto muito de escrever e odeio queijo. Todas as informações são igualmente importantes.




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12 Comentários

Feb 01, 2016

Ainda não vi nenhum desses filmes, mas estou doido pra ver “The hateful eight”!

Acompanho alguns sites de críticas de cinema e esse filme foi bastante elogiado.

Tarantino dá um show em todos os filmes que ele dirige. Por falar nele, Bastardos Inglórios tem uma dose considerável de sangue também.


Feb 01, 2016

Já tinha assistido o “Like Crazy” e também me identifiquei com algumas partes. Adoro Felicity Jones. Foi o primeiro filme que vi com ela e, bom, sem mais comentários. rs
Vou dar uma chance aos outros citados. Especialmente o do Tarantino, pois não curto muito os filmes dele. :/
Continua postando sobre os filmes SIM. Eu adoro ter ideias do que assistir. hahaha
Bjs


Feb 01, 2016

Tarantino é sinônimo de sangue, diálogos bem construídos e humor negro ; )

”Os Oito Odiados” é mais uma prova disso, que além de tudo ainda trás uma forte critica social!

”Bastardos Inglórios” é uma obra prima, Cintia. run to the netflix ;p


Feb 02, 2016

Adoro quando faz comentários de filmes, Garota Dinamarquesa realmente é top, nos leva a refletir sobre questões ainda muito atuais porém com outro olhar! Bjuuuu✨


Feb 03, 2016

Cintia, ótimo post!
Gosto muito do jeito como você escreve e sempre acho legal pegar recomendações de filmes com você e comparar as minhas próprias impressões com as suas!

O único filme que assisti foi “Burnt”, e apesar de ter achado interessante o jeito como eles mostram o interior das cozinhas e de ter gostado de aprender sobre as Estrelas Michelin (e de também ter ficado bem surpresa “naquele” momento), fiquei esperando um “algo a mais” no final, meio que pouco convencida sobre a mudança do Bradley Cooper.

Estou com vontade de assistir ao “The hatefull eight”!! Adoro os filmes do Tarantino e você PRECISA assistir “Bastardos Inglórios”! É um dos meus filmes preferidos, e na minha opinião, Christoph Waltz atua de um jeito espetacular!!!

Desculpa o texto gigante aí em cima, me empolguei :)
Ah! E cerca de um mês atrás eu te mandei um e-mail pedindo um conselho sobre a área de tradução, se não for pedir muito, será que você poderia me responder?
bjs


    Feb 03, 2016

    Oi Livia! Obrigada pelo seu comentário!! Tô escrevendo um post bem específico sobre a faculdade de tradução com base no seu e-mail e em vários outros que recebo me perguntando coisas sobre o curso e a área. Se ainda assim, não te ajudar, comenta lá que eu vou responder os comentários. Deve sair essa semana ainda :)


      Feb 04, 2016

      obrigada!!! :)


Feb 06, 2016

Acabei de ler e já me surgiram muitas ideias sobre filmes para assistir com a com a família. Tambem somos apaixonados por filmes… ate porque na Tv aberta não tem naaaddaaa de bom rsrsrs. Bjs Cintia.


Feb 17, 2016

Assisti Joy e também fiquei decepcionada. O filme chega a ser chato em certos momentos e eu ODEIO filmes baseados em fatos reais que no final não sobe as letrinhas falando da “pessoa real”.
Estou louca para assistir a garota Dinamarquesa, adorei o ator em A teoria de tudo e quero ver como ele está nesse filme.
E adooooro seus comentários sobre filmes, aliás adoro todo blog, vídeos, é sempre um momento relax ler o que você escreve e assistir os vídeos. Xêro no Mofilho!!!!


Feb 21, 2016

O único que já assisti desses foi Like Crazy, e esses dias atrás eu estava escutando a música que toca nos créditos do filme e então fiquei tentando lembrar o nome do filme, mas de jeito nenhum eu conseguia lembrar, e graças ao seu post eu consegui \o/

Ultimamente estou assistindo mais filmes por mês e vou escolher algum desses que você citou pra ver, continue fazendo mais posts sobre filmes, eu adoro!


Feb 24, 2016

Ciintia! <3 Hehe tô vindo aqui por meio do post de filmes indicados ao Oscar, que também adorei, é muito bom ler e conversar sobre resenhas de filmes! Estou com o pessoal que pede mais resenhas aqui no blog, sempre que você assistir um filmin, pode mandar aqui que amamos! Hahahah
Nossa, Tarantino foi um dos primeiros diretores que virei fã de carteirinha (meio estranho falar isso porque assisti Kill Bill quando era uma… criança?!), então quando assisti o The Hateful Eight já fui de coração aberto (não muito, por causa do sangue heheheh) e fiquei maravilhada com a fotografia e com a Jennifer Jason Leigh (inclusive, ouvi falar que era pra Jennifer Lawrence ter feito o papel dela :s). Mas como estão falando aqui, ASSISTA Bastardos Inglórios! Eu não tenho nenhum problema com filmes mais "parados", mas o Bastardos é bem mais animado e dinâmico que o Hateful, e poxa, todos os núcleos que envolvem a história do filme são lindamente desenvolvidos, fora que não vai dar pra escutar alguém falando italiano sem dar uma risada interna heheheh :P
Ah, e sério que você não achou tudo isso do Joy? Que engraçado, comparado com o Silver Linings (que é do mesmo diretor) achei bem mais envolvente e aquelas cenas meio de discussão-que-todo-mundo-fala-junto-ao-mesmo-tempo funcionaram melhor pra mim, porque talvez absorvi melhor a introdução de que era uma família complicada, então não achei tão forçado. Eu sinto que comprei mais a história desse filme, e achei o desenrolar junto com a edição tão diferentes, parece que estava a par de como funcionava a mente da Joy. Mas vamos continuar conversando, porque esse diretor ainda não me nhahmpfnhaui, entende? HEHEHE
Mil beijos Cintia, parabéns sempre pelo trabalho!


    Feb 24, 2016

    Hahaha, obrigada por escrever!! Vou assistir Bastardos Inglórios, sim! E pode continuar passando por aqui porque todo mês vai ter pelo menos um post com resenha dos filmes que eu assisti. Beijo!



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