Diário / 23 de março de 2016

Vó Lina

Hoje eu fui ver as coisas da minha vó para decidir o que fica e o que vai para doação. Eu olhava as caixas enquanto tentava mostrar tudo para minha mãe por Skype, mas não conseguia enxergar o que estava na minha frente. Passou tanta coisa pela minha cabeça e ao mesmo tempo senti um vazio tão triste que ainda agora eu não consigo interpretar. Tenho certeza que nunca vou me esquecer de hoje.

Só posso imaginar o que deve ter passado pela cabeça da minha vó quando soube que eu ficaria responsável por ela. Além de ter que sair de seu impecável apartamento para uma casa de repouso, quem cuidaria dela daquele ponto em diante seria a Cintia.

Minha vó morou sozinha até os noventa e um anos de idade. Cuidava da casa, fazia as compras, pagava as contas e fazia tricô assistindo Raul Gil no último volume. Cozinhava só para ela, lavava a própria roupa e colocava brinco, colar e anel todo dia. Pra mim, ela nunca foi uma velhinha. Não mesmo. Tá certo que ela tinha umas ausências, caía e se machucava em casa mesmo (coisa de velho), mas para ela aqueles episódios eram só eventualidades. Muitas vezes a gente nem ficava sabendo.

Além do absurdo de ter que lidar com todas as mudanças de repente, depois de décadas na mesma rotina, só tinha sobrado eu para acompanha-la nessa nova fase. Um dia, numa das muitas idas ao hospital, perguntei para ela sobre a comida da casa de repouso. Ela sempre reclamava que a comida era sem tempero e acabava não comendo tanto quanto deveria. Eu disse: “- Vó, você precisa comer. Com certeza o que te trouxe pro hospital hoje foi imunidade baixa. Você não tá comendo e precisa comer”. Ela virou para a mulher que tava do lado e disse com o sorrisinho clássico: “- Tá vendo? Agora minha neta manda em mim.”

Tem gente que não liga de depender dos outros e aceita. Minha vó não. E eu sabia disso, então mesmo nos últimos meses, quando ela já não conseguia mais andar e eu tinha que levantá-la sozinha da cama para a cadeira de rodas, pro carro e pro banheiro, eu fazia questão de explicar pra ela exatamente o que estava acontecendo e como ela tinha que me ajudar.

Quando minha vó ainda estava na casa de repouso, teve um dia que eu fui lá com a minha irmã só pra passar um tempo. Sem pressa de ir embora. Deitei na cama junto com ela enquanto minha irmã conversava. Até dormi. Uma enfermeira entrou no quarto para olhar outra senhora, eu acordei e minha irmã estava quieta mexendo numa caixinha de brincos e colares que tinha encontrado. Minha vó percebeu que eu tinha acordado e me pediu para ler o Salmo 150 da Bíblia em voz alta para ela. Comecei:

Louvai ao Senhor no seu santuário,
Louvai-o em seu magnífico firmamento. 

Louvai-o pelos seus feitos poderosos,
Louvai-o conforme a excelência de sua grandeza.

Louvai-o ao som de trombeta,
Louvai-o… 

Minha vó soltou um sonoro arroto e eu continuei:

… com o arroto da vó.

Ela começou a rir, eu e minha irmã também. A outra velhinha, que até então estava sentada em silêncio, concentrada nas suas próprias roupas, riu alto e falou: “- Desculpa, mas essa foi boa.”

Assim que conseguimos nos recompor, minha vó olhou pra mim e disse “- Eu gosto de você.”

Engraçado que pra muita gente isso pode parecer meio frio ou óbvio, afinal, claro que uma vó gosta da sua neta. Mas eu entendi o que ela quis dizer.

Minha vó nunca foi uma daquelas vózinhas que perpetuam o estereótipo. Quando eu era criança, tinha dificuldade de entender isso até porque minha outra vó sempre foi e ainda é 100% vózinha então a comparação era inevitável. Mas depois que cresci, percebi que minha vó Lina era apenas uma pessoa que teve uma filha que teve filhas. Ela não cedia às minhas vontades, mas se eu deitasse no colo dela, me fazia carinho nas costas sem eu ter que pedir (não sem antes repetir que o Eládio era igualzinho). Não fazia bolo nem comprava sorvete, mas me deu licor de amarula pra tomar uma vez, de sobremesa. Não me elogiava por pequenas conquistas, mas falava sobre a minha competência para todo mundo que quisesse ouvir. Não fritava batata nem fazia pipoca, mas ia na feira procurar as alcachofras perfeitas para fazer quando eu fosse visitar. Não me contava grandes histórias de vida mas me ensinou a preparar azeite com alho para colocar no pão. Minha vó era vó do jeito dela.

Ela morreu dia primeiro de janeiro e eu passei todos os últimos dias junto com ela, dormindo do lado da cama dela, no hospital. Foi um fim de ano triste e eu não sei dizer se ela teve tempo de entender o que estava acontecendo, mas acho que sabia que eu estava lá. Na manhã do dia primeiro, depois de mais uma noite terrível de sono interrompido inúmeras vezes por enfermeiras, eu cochilava quando a filha da senhora da cama ao lado me acordou para dizer que minha vó não estava respirando bem. Levantei num pulo e olhei para ela, dormindo quentinha e respirando cada vez mais devagar. Gritei chamando uma enfermeira mas já sabia que não havia nada a ser feito. Minha vó descansou.

Foi ruim ter que lidar com a morte pela primeira vez tendo que ser tão responsável por tudo. Quem estava por perto me parabenizava por ser tão forte, mas na verdade eu só tava pensando mesmo era na minha vó. Ela não lidaria com aquela situação de um jeito inseguro então eu precisava agir à altura. Ela sempre teve orgulho de mim por ser inteligente, então eu precisava pensar com clareza. Foi o que eu fiz.

Ver as coisas dela todas para trás hoje me fez lembrar do quanto ela gostava das suas coisas e do quanto isso realmente é errado na vida. Voltei para casa com uma mala pequena de coisas que minha mãe fez questão de guardar mas que se fosse por mim, teriam todas ficado lá para doação. Só o que ficou de verdade pra mim, da minha vó, foi força. Ela tinha muita vontade de viver independentemente de qualquer problema ou doença e essa é uma lição muito importante que eu acho que a gente precisa aprender o quanto antes. A vida é muito mais que os nossos problemas. É também muito mais que acreditar nas pessoas só porque é o certo a fazer. Confiança é algo que se conquista.

Eu não consegui responder a tempo, mas vó, eu também gosto de você.


Tags:  Família



Cintia Freitas
Sou formada em Tradução e em Marketing, gosto muito de escrever e odeio queijo. Todas as informações são igualmente importantes.




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40 Comentários

Mar 24, 2016

Simplesmente lindo! Me emocionei, obrigada por isso <3
Com certeza ela está olhando por você e tem muito orgulho!


    Mar 24, 2016

    Lindo texto! Verdadeiro, não conheci minhas avós, mas com certeza gostaria que fossem como a sua vó Lina. Beijos


Mar 24, 2016

Nossa Cintia, parabéns MESMO! Estava mesmo precisando ler algo assim! TE AMO! <3


Mar 24, 2016

Quantas lembranças eu tive lendo esse texto. Lembranças, principalmente, do meu pai e da minha vó.
Não tem frase mais clichê e ao mesmo tempo mais verdadeira do que “a gente só aprende a dar valor quando perde”.
Quando o meu pai morreu eu aprendi a dor de não poder dar um abraço bem apertado e pedir perdão.
Quando a minha avó morreu eu senti remorsos de não ter ficado mais tempo ao seu lado enquanto podia.
Essas experiências é que me fazem aproveitar cada dia que eu passo com a minha mãe, pra que quando ela não esteja mais aqui eu não tenha remorsos do que eu não fiz e poderia ter feito enquanto ela ainda estava.


Mar 24, 2016

putz, sinto muito. Conheci seu trabalho esses dias, e comecei a ver os vídeos. Fazia tempo que eu não ria tanto. E olha, por coincidência, vi o vídeo da sua vó no shopping ontem. Gargalhei demais. Muito triste ler esse post hoje, e ver pelo tanto de coisa que passou sozinha. Você é uma mulher da zorra. Não costumo seguir muita coisa, mas não consegui parar de ver seus vídeos. Vai dar tudo certo. Força, fé e foco, que com certeza vai alcançar tudo que deseja.
Beijo enorme,
Mima


Mar 24, 2016

Cíntia, tô aqui escrevendo com lágrimas nos olhos. Tenho passado pelo o que você passou com minha avó tbm. A diferença é que na minha família somos muitos pra cuidar dela. Mas já estamos cientes de que logo logo ela nos deixará… e já está doendo muito. Obrigada por compartilhar suas emoções. Gosto muito de você!


Mar 24, 2016

Tenho meus quatro avós ainda, não sei como será quando eles se forem… Essa leitura trouxe a importância da presença! Você escreve muito bem, me fez entender o que sentiu, me emocionei daqui. Força!


Mar 24, 2016

Ah, Cintia, você me transportou ao dia 02/01/2006, quando vivi o mesmo com meu vô. Apesar de ter 15 anos na época, eu cuidava dele, fazia sua comida, dava os remédios, enfim.
Ele era muito sério, “sisudo” como diz minha avó… Não era carinhoso, jamais disse me amar, mas me amava e eu sabia, sentia.
No réveillon de 05/06 ele sentou na varanda do quarto pra ver os fogos e me pediu um copo de água. Assisti com ele, depois fui dormir… Quando acordei ele já estava no hospital e eu nunca mais o vi. Na madrugada do dia 01 de janeiro para o dia 02, ele faleceu.
Não fui ao velório, não queira essa imagem na minha cabeça, precisava lembrar dele reclamando dos meus abraços apertados e fora de hora.
Hoje, 10 anos depois, eu morro de saudade, mas não falo mais isso com tristeza. Ele precisava descansar.

*Eu guardo até hoje umas lembranças dele: o pincelzinho (não sei se é assim que se diz) de espuma pra barbear, o óculos quebrado e os documentos de identidade.
*Minha prima nasceu poucas horas do vô morrer, então é uma data muito dividida pra nossa família… Misto de tristeza e alegria.


Mar 24, 2016

Cintia, já vejo seus vídeos há mt tempo e leio alguns textos seus tb, mas nunca comentei aqui. Minha vó tb tem noventa e poucos anos e está mt doente, vários médicos já disseram que esses são os ultimos dias dela. É estranho ver alguém q sempre transmitiu tanta força estar tão debilitada e vulnerável, porque até poucos anos ela morava sozinha e se cuidava sozinha. Minha vó sempre me fez acreditar que não era tão ruim envelhecer, pq ela fazia isso com tanta facilidade. É triste se sentir que estou me despedindo dela aos poucos, cada vez que a vejo, mas eu sei que ela vai deixar ótimas lembranças. Sinto mt pela sua vó. Lindo texto!


Mar 24, 2016

Que história mais linda, não sou muito de comentar aqui, (confesso que não lembro de vir aqui com a frequência que eu gostaria, sou mais do vídeo, mesmo kkk) mas não tem como não parar aqui pra te dizer que ela sabia que você gostava dela, não precisava dizer, embora a gente goste de ouvir, ela sabia, porque caso contrário você não estaria lá. Lembro quando minha vô faleceu até hoje, nunca vou esquecer, um dia antes eu passei a tarde inteira com ela, perturbando pra ela me ajudar com o trabalho da escola, ela sentou comigo na mesa do café da tarde e falou, falou tanta coisa, sobre tantas coisas, que eu fico triste por ser tão nova e não conseguir me lembrar das coisas que ela me disse. O que me conforta é que da mesma forma que você eu não precisei dizer que gostava dela, porque ela sabia. De todas as formas ela sabia, e eu sabia que era da mesma forma pra mim, ela gostava de mim. Mas eu gosto de pensar que Deus me deu um presente naquela tarde, porque ninguém pode ter com ela o tempo que eu tive, de conversar e ver o tempo passar juntas, foi tudo tão rápido e inesperado. Ela morreu de um ataque no coração e eu penso que talvez fosse o amor e a bondade que não cabia dentro do coração e o fez parar. Falei muito para quem nunca fala nada kkk. Beijos!!!!!


Mar 24, 2016

Cintia , me emocionei muito . Lembrei da minha mãe que fez a última viagem dela em novembro passado . Ela diferente da sua avó sempre foi mãezona , preocupada com todos . Foi muito difícil vê-la acamada , dependente de tudo e com a consciência perfeita . Ela sofria muito com isto , mas não reclamava . Também estive várias vezes com ela internada no hospital . Vem à tona tudo o que passamos juntas . Hoje ela está em paz , se livrou do sofrimento . Mas quanta saudades ….dói muito .


Mar 24, 2016

Que texto, meu caros… Para quem não tem mais a avó, não há como ler esse texto sem uma pontadinha de saudade no coração. Parabéns, texto lindo como sempre.


Mar 24, 2016

Meu deus mulher, como eu amo ler as coisas q vc escreve nesse blog! Hahah Nunca achei necessário comentar nada para youtubers, mas como já te assisto a anos sinto como se fosse uma amiga muito próxima mesmo que não me conheça e com esse post me senti na obrigação de comentar, pq minha vó está em um tratamento de quimio, e eu mesmo com 17 anos de idade, sou a pessoa que está “responsável” por ela e estou sempre do lado dela nos momentos que ela precisa. Assim como a sua ela é uma vó única, é uma das pessoas mais importantes da minha vida. Uso a força dela como inspiração e se eu for pelo menos um terço da mulher que ela é eu já estou contente. Eu super entendo a situação pela qual vc passou, e sinto muito pela sua vó, mas saiba que com certeza ela tinha muito orgulho de você. EU, que nunca te vi pessoalmente, morro de orgulho hahah Continue sendo essa menina maravilhosa e nunca deixe a internet ♡ espero um dia te conhecer pessoalmente!


Mar 24, 2016

Vc me fez chorar… obrigada por dividir essa emoção com a gente.


Mar 24, 2016

Texto lindo, e não é de se espantar que ela goste de você. Nós, que nem te conhecemos, também gostamos. Você é uma pessoa forte igual sua vó Lina. Boas energias e vibrações pra você. Um abraço!


Mar 24, 2016

Lindo texto, Cintia! Tenho certeza de que sua vó sentia muito orgulho de você! Meus sentimentos, Cintia!


Mar 24, 2016

Linda homenagem, do seu jeito, do jeito que ela te admirava. Realmente emocionante, momentos que marcam nossas vidas pra sempre, memórias que nos moldam e nos fazem amadurecer.


Mar 24, 2016

Cintia, você nem sabe o quanto esse texto me fez bem! Perdi minha avó no final de 2013 e na época tudo aconteceu tão rápido que demorei um bom tempo para assimilar tudo e entender o que aconteceu. Vendo você falando da sua vó eu me lembrei muito da minha, porque ela também tinha o jeito dela e por muitas vezes era tão carinhosa como as outras avós, mas esse era só o jeito dela e eu entendia perfeitamente. Ela tinha vários netos, mas de longe eu sempre fui o mais próximo, primeiro porque morávamos praticamente na mesma casa e segundo por que eu gostava tanto de passar horas com ela, mesmo que fosse só pra ficar vendo TV sem falar nada. Hoje eu sinto muita falta, mas é uma saudade boa, e é isso que fica. Sinto muito pela sua perda, e meus parabéns por ter sido tão forte ao lidar com tudo isso, eu infelizmente não consegui agir da mesma forma. Um beijo!


Mar 24, 2016

Fiquei feliz em saber da sua relação com ela e saber que ela se foi em paz, sem sofrimentos!
Eita, tá difícil enxergar as letras na tela porque meus olhos “tão tudu cheio d’ água!” ainda mais depois dessa última linha! Eu tava indo bem, me segurando, mas quando acabou… não deu!

Todas as boas lembranças que ficam confortam um pouco… Mas não sei dizer exatamente como é esse sentimento já que nunca vivi algo desse tipo ainda!
Não cheguei a conhecer meus avós por parte de pai, eles faleceram enquanto eu tinha alguns meses… Fico imaginando como seria…

Maravilhoso o texto, como sempre! E apesar da sua vó provavelmente não te falar ela estaria muito orgulhosa mais uma vez!


Mar 25, 2016

Aí que difícil ler o final… As lágrimas acabaram por nuvear as palavras… Que lindo, que sincero e que gentil, Cintia :)


Mar 25, 2016

Nossa Cíntia, que emocionante essa história, fiquei muito triste pela sua perda, mas fico muito feliz por sua vó ter você ao lado dela em todos os momentos em que ela estava precisando.
Perdi minha vó também é foi muito difícil pra mim. Mas temos que seguir em frente por mais que isso seja difícil.


Mar 25, 2016

Oi Cintia, sua avó Lina é aquela do vídeo que vocês vão a um shopping e que ela derruba tudo com aquele carrinho? Acho que sim. Achei muito bonita a relação e a maturidade que você teve com a sua avó.
Só quem ama faz o que você fez e tenho certeza que não exitaria em fazer o melhor para ela sempre. Sou fã do seu trabalho e agora também um fã da sua pessoa. Bjo


Mar 26, 2016

Que história linda Cintia! Me fez chorar! E que força a sua heim?! Sou meia “mole” pra essas coisas, nunca perdi ninguém próximo da minha família. Meus avós já são velinhos também e só de pensar em perdê-los ja da um aperto no peito… não sei se aguentaria passar por tudo isso assim, firme e forte como você! Com certeza a sua avó se foi com muito orgulho de você e muito agradecida pela sua companhia! Parabéns!!! Bjos!!!


Mar 26, 2016

Bacana esse exemplo de força e vontade de viver da sua avó!
Minha avó por parte de pai também deixou essa imagem:lição de força, partiu próximo ao seu aniversário de 96 anos.
Morreu lúcida e cheia de histórias da sua infância e se recusava a receber ajuda…

Poderia te dizer: Força! Mas isso você já tem é de família! :)

Desejo que use com sabedoria esse exemplo com alegria!


Mar 27, 2016

Que texto mais lindo! Você conseguiu transmitir o que sentiu, deixar o texto emocionante e reflexivo na medida certa! Parabéns por escrever tão bem! Sinto muito pela sua vó.


Mar 27, 2016

Eu até queria deixar um comentário a altura, mas sinceramente estou sem palavras, (aliás não sou muito de comentar!). Mas Cíntia parabéns, melhor blog, melhor texto!


Mar 28, 2016

Ei Cintia! Tenho o prazer de conviver com sua mãe, diga-se de passagem excepcional musicista e ser humano a quem também já tenho admiração impar. Não tem como não chorar ao ler o seu texto. Acho que você não precisava responder para sua vó, ela sabia que você gostava dela sim, até mais que isso.
Deus te abençoe.
Abraços, Roberta


Mar 29, 2016

Que texto lindo, Cintia! Te desejo muita força, sempre! <3


Mar 30, 2016

Eu não pude evitar pensar no meu avô. Ele faleceu há quase dois anos e eu ainda me pego durante o dia lembrando das cantorias, das piadas e das conversas. Vô e vó são um pedaço de passado eternamente presente que nos ensinam sobre o futuro. Quanta saudade eu tenho dele!
Obrigado, Cíntia, por palavras tão envolventes e carregadas de emoção que me levaram a um lugar tão especial das minhas memórias — a casa de portão laranja que morava o meu avô. Seu blog já estava na minha barra de favoritos, se tivesse de “favoritíssimos amores eternos blogs pra ler a vida inteira”, eu colocava lá, porque eu só sinto verdadeiro amor.
ps.: desculpe se tá tudo soando muito emotivo, mas a culpa é toda sua. quem mandou fazer isso com as pessoas? <3


Mar 30, 2016

Mais um comentário de “Lindo texto” kk porque é verdade, obrigada por compartilhar, hoje em dia quase não leio blogs com o boom do youtube, mas vejo o seu, é tão bom ler algo mais sincero e delicado, muito além de maquiagens ou viagens etc.


Mar 30, 2016

Nossa, Cíntia! Sinto muito por você e pela sua familia! Texto lindo, emocionante e muito, muito profundo. Acabei de lê-lo em lágrimas. Apesar de todo sofrimento, você retratou o lado bom, que foi o que ela deixou e, como você disse, foi força!


Apr 03, 2016

Foi como um consolo poder ler este post, pois dias atrás vi uma foto da minha avó (materna), não tenho mais vivas de nenhum lado, então deu uma saudade sabe e quando a minha vozinha (mãe) faleceu eu era muito nova e morava em outra cidade. Já havia lido este texto logo que você postou mas não conseguia sentar e comentar. Sempre achei muito bonito seu amor pela família, é nítido isso, e tenho certeza de que a vó Lina sabia bem no fundo do coração que você a amava muito e cuidou com imenso amor e carinho!


Apr 03, 2016

Lindo Cintia.
Uma linda, sincera e delicada homenagem. Sua vó merece! Parabéns por ser uma neta cuidadosa. Às vezes nos esquecemos de dar valor aos mais velhos, ora por falta de paciência, ora por falta de tempo. E isso acaba voltando pra gente em forma de saudade.

Adoro ler seus textos. São tão suaves.
Beijo!


Apr 03, 2016

Ler este relato de vida, me emocionou tanto que tenho muito a dizer mas a emoção não me deixa, também estava com minha vó em sua hora de sono eterno. Obrigada por compartilhar. Bjs


Apr 05, 2016

Como não chorar ?
Um lindo fragmento de história, afeto e memória! :’)
Eu entendo o que você sente, pois minha família está vivendo essa dificuldade com minha vozinha. Talvez não do jeito correto que eu imagino, mas é do jeito que tem que ser…
Você pode ficar com ela!
Eu estou longe da minha e não sei como ajudar!
A gente ora, pede pra Deus, mas na verdade estar com a pessoa e abraça – lá faria uma diferença enorme!
Minha avó é “avozinha” com todos os mimos, mas tem personalidade forte como a sua! (Risos)
Eu sei bem o quanto os idosos se sentem mal de depender da família.
E no caso da minha avó é muito delicado e difícil não apenas pela doença em processo acelerado e generalizado (doença de Chagas), mas por alguns filhos e filhas, netos, netas, pessoas que não demonstram se importar com ela!…
:'(


Apr 06, 2016

PORRA CINTIA TÔ NO TRABALHO!!! :'(

Texto incrível de tão bom e sincero.


Apr 06, 2016

Caramba! Que linda homenagem, Cintia! Foi, realmente, muito emocionante. Na metade do texto eu já estava chorando… Com certeza sua vô sabia que você também gostava e gosta dela.


May 02, 2016

Cintia, estou me segurando horrores aqui para não derrubar minhas lágrimas no trabalho!
Lindo o seu texto, simples mas cheio de sentimento. Impossível não pensar na minha vó materna, que é minha madrinha também.
Ela parece uma rocha, nunca demostra seus sentimentos e alguns até dizem que ela é uma pessoa fria, inclusive minha mãe.
Mas eu sempre senti o amor dela por mim e o um dos maiores medos da minha vida é perder ela. Ela sempre fez tudo por mim, desde me emprestar dinheiro sem eu pedir para fazer algo que eu queria muito, sempre se preocupar em me dar de presente algo bom e que eu precisava e fazer aquela nega-maluca que só ela sabe fazer sempre que eu estava com vontade.
Não me recordo de ter visto ela chorar uma vez sequer nessa vida. Mas no dia que fui embora para fazer meu intercâmbio no outro lado do mundo, ela chorou, me abraçou bem apertado e disse “não esquece da vó”.
Nossa, imagine se isso é possível?! Morro de saudades, não vejo a hora de repetir o abraço apertado que demos quando me despedi.
Ela tem o jeitinho dela, mas da mesma forma amo ela do fundo do meu coração, e se um dia ela precisar de mim vou dar o meu melhor, porque acho triste demais netos ou filhos que não se esforçam ou não se importam com os velhinhos quando eles mais precisam de alguém que lhes dê amor.


May 18, 2016

Você me emocionou com essa história. Na minha vida, só tive contato com os pais da minha mãe e nunca foram afetuosos, e nem nada do tipo, comigo e com meus irmãos. Sempre quis ter avós que me dessem doces, moedinhas ou coisa do tipo. Acho tão bonito quando pessoas falam dos seus avós com grande carinho, coisa que, infelizmente, nunca pude fazer. Hoje não tenho mais nenhuma avó ou avô, mas que sempre senti falta, senti. (‘:


Sep 10, 2016

Senti aqui uma saudade quentinha da minha avó Elza.



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